30.12.10
28.12.10
27.12.10
Absurdo
Outro dia me peguei pensando no absurdo que me fez feliz. Era justamente o absurdo.
O meu absurdo! Tão absurdo quanto eu sempre fui absurda na arte de sentir, e de pedir, e de dar.
Não escrevo coisa com coisa, às vezes. É que não entendo como coisas, talvez.
Eu sou prática, mas meu mundo é subjetivo.
Eu sei matematicamente o que me preenche, mas o amor não tem fórmulas.
E a saudade vem sorrateira numa segunda-feira sem graça que demora pra passar.
E aperta que parece que vai estourar.
Não quero ficar sozinha. Porque a solidão maltrata a minha autossuficiência.
Quero tudo pra ontem, às vezes. E são nesses dias que sinto mais falta.
Às vezes acho todo mundo meio bobo, meio chato, meio triste, quase de papel. E fico olhando assim, fixo, pro nada, só pensando... Às vezes falta assunto. Cabeça voa longe, longe. Quando dei por mim estava ai, do seu lado, relembrando o dia em que caímos naquela gargalhada e foi tão bom. Ou aquele outro em que ficamos horas no sofá falando da vida, da nossa, da dos outros, que acontece todo dia, sem freio.
Que os dias passem logo. E que depois passem devagar. E que eu possa me embriagar de você, e cair naquela risada gostosa, vestida de branco, em contagem regressiva para a vida que se inicia, e desta vez, não tem prazo para terminar.
O meu absurdo! Tão absurdo quanto eu sempre fui absurda na arte de sentir, e de pedir, e de dar.
Não escrevo coisa com coisa, às vezes. É que não entendo como coisas, talvez.
Eu sou prática, mas meu mundo é subjetivo.
Eu sei matematicamente o que me preenche, mas o amor não tem fórmulas.
E a saudade vem sorrateira numa segunda-feira sem graça que demora pra passar.
E aperta que parece que vai estourar.
Não quero ficar sozinha. Porque a solidão maltrata a minha autossuficiência.
Quero tudo pra ontem, às vezes. E são nesses dias que sinto mais falta.
Às vezes acho todo mundo meio bobo, meio chato, meio triste, quase de papel. E fico olhando assim, fixo, pro nada, só pensando... Às vezes falta assunto. Cabeça voa longe, longe. Quando dei por mim estava ai, do seu lado, relembrando o dia em que caímos naquela gargalhada e foi tão bom. Ou aquele outro em que ficamos horas no sofá falando da vida, da nossa, da dos outros, que acontece todo dia, sem freio.
Que os dias passem logo. E que depois passem devagar. E que eu possa me embriagar de você, e cair naquela risada gostosa, vestida de branco, em contagem regressiva para a vida que se inicia, e desta vez, não tem prazo para terminar.
23.12.10
21.12.10
16.12.10
VIVA MICHEL
"É tão estranho
Os bons morrem jovens
Assim parece ser
Quando me lembro de você
Que acabou indo embora
Cedo demais..."
Legião Urbana - Os bons morrem jovens
VIVA MICHEL... pra sempre em meu coração!
Esse seu sorrisão estampado no rosto é a memória mais linda, e a saudade mais profunda que me deixou.
Os bons morrem jovens
Assim parece ser
Quando me lembro de você
Que acabou indo embora
Cedo demais..."
Legião Urbana - Os bons morrem jovens
VIVA MICHEL... pra sempre em meu coração!
Esse seu sorrisão estampado no rosto é a memória mais linda, e a saudade mais profunda que me deixou.
9.12.10
Eu jurei, um dia, vendo você dormir, e gostando tanto de você, que eu não teria medo, e que eu seria eu e não escreveria uma linha sequer. Só que eu não sei não recorrer ao lugar comum de escrever um texto. Mas eu continuo sendo eu, e juro que não tenho medo! Eu sempre cumpro a minha parte do trato!
इ कुएम irá दिजेर?
EDUARDO E MÔNICA
Quem um dia irá dizer
Que não existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?
Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade, como eles disseram...
Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer...
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse:
"Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir"
Festa estranha, com gente esquisita
"Eu não 'to' legal, não agüento mais birita"
E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
"É quase duas, eu vou me ferrar..."
Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete,
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard
Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de camêlo
O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo
Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
De Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema "escola, cinema
clube, televisão".
E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser...
Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro, artesanato, e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar...
Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar
E ela se formou no mesmo mês
Que ele passou no vestibular
E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz
Construíram uma casa há uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana, seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram
Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias, não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação
Ah! Ahan!
E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão!
(Renato Russo)
Quem um dia irá dizer
Que não existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?
Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade, como eles disseram...
Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer...
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse:
"Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir"
Festa estranha, com gente esquisita
"Eu não 'to' legal, não agüento mais birita"
E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
"É quase duas, eu vou me ferrar..."
Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete,
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard
Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de camêlo
O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo
Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês
Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
De Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô
Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema "escola, cinema
clube, televisão".
E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser...
Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro, artesanato, e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar...
Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar
E ela se formou no mesmo mês
Que ele passou no vestibular
E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz
Construíram uma casa há uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana, seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram
Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias, não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação
Ah! Ahan!
E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão!
(Renato Russo)
ATé
Dias e dias depois.
De tempos em tempos a história se repete.
Quem não evolui com a própria vida está fadado aos mesmos fracassos. E aos mesmos sucessos também, é verdade.
Eu corro pra frente que é pra não ter tempo de olhar pra trás.
Eu mudo os paradigmas que é pra testar a minha força.
Parei de escrever até que as palavras encontrassem seu destino.
De tempos em tempos a história se repete.
Quem não evolui com a própria vida está fadado aos mesmos fracassos. E aos mesmos sucessos também, é verdade.
Eu corro pra frente que é pra não ter tempo de olhar pra trás.
Eu mudo os paradigmas que é pra testar a minha força.
Parei de escrever até que as palavras encontrassem seu destino.
Assinar:
Postagens (Atom)