22.9.10
16.9.10
Ao pé do ouvido

Deus e Eu no Sertão
"Nunca vi ninguém viver tão feliz
Como eu no sertão
Perto de uma mata e de um ribeirão
Deus e eu no sertão
Casa simplesinha, rede pra dormir
De noite um show no céu
Deito pra assistir
Deus e eu no sertão
Das horas não sei, mas vejo o clarão
Lá vou eu cuidar do chão
Trabalho cantando, a terra é a inspiração
Deus e eu no sertão
Não há solidão, tem festa lá na vila
Depois da missa vou, ver minha menina
De volta pra casa
Queima a lenha no fogão
E junto ao som da mata
Vou eu e um violão
Deus e eu no sertão"
Victor e Léo
15.9.10
14.9.10
Homem-homem

Sinto uma força tamanha que vem dele. Homem que é fortaleza e sensibilidade na mesma estação. Homem que é homem quando preciso de homem. Homem que é amigo quando me olha nos olhos e diz o que ninguém pode dizer. Homem-criança que faz a vida ser mais leve. Homem-adrenalina, de quente, de frio, pros altos e baixos nas curvas da vida. Homem que deixa saudade é homem pro resto da vida. Homem que orgulha as minhas palavras e delas faz uso e abuso. Homem que me inspira. Homem que me preza. E se preza! Experimento todo dia a certeza mais gostosa da vida. Essa. Do homem-homem, homem-amigo, homem-criança, homem-adrenalina, homem- saudade, homem-vida, homem-orgulho, homem-inspiração, zeloso e gostoso!
13.9.10
De onde venho
No metrô, ninguém é igual a ninguém. Olho pro lado e uma menina lê, atenciosamente, o seu livro. Tento, curiosa, descobrir qual livro é, tamanho é o interesse dela. Mas não consigo. Ela não deixa. Ela não quer. Ela deve ser dessas que tem ciúme dos livros. Das suas páginas. E anotações. Mas minha capacidade de concentração, hoje, se esvai rapidamente e então, desisto fácil.
Do outro lado um homem cuidadoso carrega afetuosamente a criança impaciente que tem nos braços. Deve ser o pai, afinal de contas, quem, ali, naquela imensidão de gente, deixaria uma criança indefesa ser carregada por um estranho?
E daí me pego pensando no sentido daquela multidão. Todas aquelas pessoas reunidas em suas pressas e compromissos perdidos e remarcados, e telefones tocando, e querendo sempre fazer mais, ter mais, correr mais. Tenho a impressão que ninguém sai do lugar.
E de repente meu coração aperta no peito. Me sinto uma estranha nesse ninho de cidade grande. E estou sozinha. Quero silêncio. Meu Deus, quero silêncio!!! Lá de onde eu venho as pessoas se olham nos olhos. E permitem uma troca, que aqui, nessa multidão, é impossível de se imaginar. De onde venho, esse contato repleto de superficialidade seria inaceitável.
Olho pro lado de novo, e só vejo incertezas. Fecho os olhos, não quero ver mais nada. E a mocinha do metro avisa qual estação se aproxima e me obriga a abrir os olhos, que neste momento já estão muito pesados. Abro, e as pessoas se apressam para ficar próximas à porta. E me apertam. E empurram. E me fazem querer ainda mais o lugar de onde venho. De onde, na realidade, eu nunca saí. É lá que estou sempre. Eu nunca saí de lá.
Fecho os olhos novamente. A esta altura o vagão está menos cheio. E estou quase no meu ponto final. E a cada estação meu coração enche de um pouquinho de alegria. Em cada estação estou mais próxima de lá de onde venho. Porque cada estação que fica pra trás, mais estou perto de estar na sua frente. Que é onde tudo acontece. Dentro e fora de mim. Pra agora e pra sempre, assim, lá, o lugar de onde venho...
Do outro lado um homem cuidadoso carrega afetuosamente a criança impaciente que tem nos braços. Deve ser o pai, afinal de contas, quem, ali, naquela imensidão de gente, deixaria uma criança indefesa ser carregada por um estranho?
E daí me pego pensando no sentido daquela multidão. Todas aquelas pessoas reunidas em suas pressas e compromissos perdidos e remarcados, e telefones tocando, e querendo sempre fazer mais, ter mais, correr mais. Tenho a impressão que ninguém sai do lugar.
E de repente meu coração aperta no peito. Me sinto uma estranha nesse ninho de cidade grande. E estou sozinha. Quero silêncio. Meu Deus, quero silêncio!!! Lá de onde eu venho as pessoas se olham nos olhos. E permitem uma troca, que aqui, nessa multidão, é impossível de se imaginar. De onde venho, esse contato repleto de superficialidade seria inaceitável.
Olho pro lado de novo, e só vejo incertezas. Fecho os olhos, não quero ver mais nada. E a mocinha do metro avisa qual estação se aproxima e me obriga a abrir os olhos, que neste momento já estão muito pesados. Abro, e as pessoas se apressam para ficar próximas à porta. E me apertam. E empurram. E me fazem querer ainda mais o lugar de onde venho. De onde, na realidade, eu nunca saí. É lá que estou sempre. Eu nunca saí de lá.
Fecho os olhos novamente. A esta altura o vagão está menos cheio. E estou quase no meu ponto final. E a cada estação meu coração enche de um pouquinho de alegria. Em cada estação estou mais próxima de lá de onde venho. Porque cada estação que fica pra trás, mais estou perto de estar na sua frente. Que é onde tudo acontece. Dentro e fora de mim. Pra agora e pra sempre, assim, lá, o lugar de onde venho...
9.9.10
Conversando com você sem você saber
...
__ Ando muito sentimental e por isso vou dizer mais uma vez que te adoro!
__ Tá ouvindo? Ai, de longe, tá ouvindo?
...
Tenho certeza que está!
__ Ando muito sentimental e por isso vou dizer mais uma vez que te adoro!
__ Tá ouvindo? Ai, de longe, tá ouvindo?
...
Tenho certeza que está!
24.8.10
23.8.10
Eternos
Eu imagino o dia em que seremos eternos.
Quando o tempo juntos não terá cronômetro. E os beijos, sem pressa. As conversas não precisarão esperar (como é bom conversar com você!). E os abraços, quando a gente tiver vontade. A cama com dois corpos que se querem. A mão na nuca depois de um dia quente. Tudo, simples assim, como a vida deve ser.
E daí, por um instante, penso como teria sido se naquele dia eu não sentisse aquela dor. E tivesse ido na festa. E não tivesse, depois, ido naquele show. E nossos caminhos não tivessem finalmente se cruzado... e, e, sinto um frio na barriga, e imagino, então, a vida sem você. Mas aí é tudo tão sem pé nem cabeça, que a vida assim, vivida sem você, parece nunca ter existido!
É uma loucura! E então entendo que é melhor não pensar mesmo nisso...
Porque a vida agora é cheia de cor e sabor, e de alegria, e de quentura, e de aconchego, e de certezas, e segurança, e confiança, e bem querer, e mais querer, e sempre mais Eu e Você.
O meu céu é azul. O meu cheiro é você.
E imagino o dia em que seremos eternos...
Quando o tempo juntos não terá cronômetro. E os beijos, sem pressa. As conversas não precisarão esperar (como é bom conversar com você!). E os abraços, quando a gente tiver vontade. A cama com dois corpos que se querem. A mão na nuca depois de um dia quente. Tudo, simples assim, como a vida deve ser.
E daí, por um instante, penso como teria sido se naquele dia eu não sentisse aquela dor. E tivesse ido na festa. E não tivesse, depois, ido naquele show. E nossos caminhos não tivessem finalmente se cruzado... e, e, sinto um frio na barriga, e imagino, então, a vida sem você. Mas aí é tudo tão sem pé nem cabeça, que a vida assim, vivida sem você, parece nunca ter existido!
É uma loucura! E então entendo que é melhor não pensar mesmo nisso...
Porque a vida agora é cheia de cor e sabor, e de alegria, e de quentura, e de aconchego, e de certezas, e segurança, e confiança, e bem querer, e mais querer, e sempre mais Eu e Você.
O meu céu é azul. O meu cheiro é você.
E imagino o dia em que seremos eternos...
4.8.10
2.8.10
Substância que vicia
A palavra é - embriagada.
A substância é - você.
O efeito colateral é - felicidade.
A cura da abstinência - ficar perto.
A realidade do dia é - saudade.
A vida então é - boa demais.
E tudo o mais é um desperdício sem você, que é gostoso, só faz bem, que tudo dá e sempre tem mais pra oferecer.
...e pra comemorar um final de semana mais que bom com alguém melhor ainda,
Um Violeiro Toca, Almir Sater...
“Quando uma estrela cai, no escurão da noite,
e um violeiro toca suas mágoas.
Então os "óio" dos bichos, vão ficando iluminados
Rebrilham neles estrelas de um sertão enluarado.
Quando o amor termina, perdido numa esquina,
e um violeiro toca sua sina.
Então os "óio" dos bichos, vão ficando entristecidos
Rebrilham neles lembranças dos amores esquecidos.
Quando o amor começa, nossa alegria chama,
e um violeiro toca em nossa cama.
Então os "óio" dos bichos, são os olhos de quem ama
Pois a natureza é isso, sem medo, nem dó, nem drama
Tudo é sertão, tudo é paixão, se o violeiro toca
A viola, o violeiro e o amor se tocam...”
A substância é - você.
O efeito colateral é - felicidade.
A cura da abstinência - ficar perto.
A realidade do dia é - saudade.
A vida então é - boa demais.
E tudo o mais é um desperdício sem você, que é gostoso, só faz bem, que tudo dá e sempre tem mais pra oferecer.
...e pra comemorar um final de semana mais que bom com alguém melhor ainda,
Um Violeiro Toca, Almir Sater...
“Quando uma estrela cai, no escurão da noite,
e um violeiro toca suas mágoas.
Então os "óio" dos bichos, vão ficando iluminados
Rebrilham neles estrelas de um sertão enluarado.
Quando o amor termina, perdido numa esquina,
e um violeiro toca sua sina.
Então os "óio" dos bichos, vão ficando entristecidos
Rebrilham neles lembranças dos amores esquecidos.
Quando o amor começa, nossa alegria chama,
e um violeiro toca em nossa cama.
Então os "óio" dos bichos, são os olhos de quem ama
Pois a natureza é isso, sem medo, nem dó, nem drama
Tudo é sertão, tudo é paixão, se o violeiro toca
A viola, o violeiro e o amor se tocam...”
28.7.10
Saudade que não tem jeito
Às vezes a vida corre sem direção. E os dias passam como o vento, que ninguém vê mas sente na pele sua força. É a vida mostrando pra gente que não tem rédeas e que somos responsáveis por nós e pelo resto de tudo que nos cerca. Sentimento de total insegurança. A rotina está de perna pro ar. No peito aperta a saudade da vidinha antiga. Coração acelerado precipitando tudo, misturado com saudade profunda. Porque tem dias que é difícil aceitar que ele foi embora. Porque foi embora. E como foi embora. Que não tem mais abraço, nem olhar, nem cheiro. A vida corre mesmo. Os dias passam sim. Mas algumas coisas não mudam nunca.
20.7.10
Gostoso
Eu realizo todos os dias o sonho de ser dele. E materializo aquela vontade tão antiga de ser lida por apenas uma olhar. O corpo dele tem a medida do meu. E quero cada vez mais. Em sua boca mora o vício. Um vício que só faz bem. O vício da leveza. Das manhãs gostosas com cheirinho de café. Do corpo quente que abraça. Da união. Do sorriso fácil. Da saudade que aperta. Da voz que alimenta.
A vida ficou fácil.
Difícil é ligar o carro e ir embora! Só faço porque sei que logo tem a volta e que vai ser tudo maravilhosamente igual sempre é.
A vida ficou fácil.
Difícil é ligar o carro e ir embora! Só faço porque sei que logo tem a volta e que vai ser tudo maravilhosamente igual sempre é.
13.7.10
Predileto Bem
O Seu Olhar
Tribalistas
(Composição: Paulo Tatit e Arnaldo Antunes)
O seu olhar lá fora,
O seu olhar no céu,
O seu olhar demora,
O seu olhar no meu,
O seu olhar, seu olhar melhora, melhora o meu.
Onde a brasa mora e devora o breu
Como a chuva molha o que se escondeu.
O seu olhar, seu olhar melhora, melhora o meu.
O seu olhar agora, o seu olhar nasceu, o seu olhar me olha, o seu olhar é seu.
O seu olhar, seu olhar melhora, melhora o meu.
Tribalistas
(Composição: Paulo Tatit e Arnaldo Antunes)
O seu olhar lá fora,
O seu olhar no céu,
O seu olhar demora,
O seu olhar no meu,
O seu olhar, seu olhar melhora, melhora o meu.
Onde a brasa mora e devora o breu
Como a chuva molha o que se escondeu.
O seu olhar, seu olhar melhora, melhora o meu.
O seu olhar agora, o seu olhar nasceu, o seu olhar me olha, o seu olhar é seu.
O seu olhar, seu olhar melhora, melhora o meu.
7.7.10
+ e +
"A velhice não existe para o casal que nunca entendeu o que aconteceu no primeiro encontro e vive se olhando como da primeira vez." F. Carpinejar
Adoro vc!
Adoro vc!
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