25.2.10
24.2.10
Azul e branco

Hoje pela manhã o céu estava dividido por uma linha horizontal. Azul e branco. E o azul tomou conta de mim. E me lembrou você. E o branco trouxe pra perto a paz que te diferencia do resto do mundo. Até o seu humor é azul. E o seu sorriso, branco. E as suas mãos tocaram as minhas aquele dia, e a minha noite foi então um sonho doce. Aquelas palavras ainda ecoam aqui dentro. E pulsam. E querem. E eu então entendo que você é aquilo que eu sempre achei que fosse. Você é a minha vontade de amar de novo. E de ser completa. Plena. Segura. Fiel. E azul.
22.2.10
Sem olhar pra trás
Quanto mais o tempo passa, mais tenho certeza. Não de que viverei perfeitamente bem sem você até porque você fará uma falta imensa no meu mundo, a dor irá se instalar por uns tempos, e tudo voltará a ser sem graça, mas sim a certeza de que logo mais tarde você irá embora. Será fácil pra você, eu sei. Do mesmo jeito que entrou, irá sair. Só não se esqueça de levar junto esse sorriso amarelo de quem tudo quis e nada deu. Nem tampouco as promessas todas que um dia me fez. Promessas que foram só promessas. Leve também os abraços que economizou e os beijos que evitou. Coloque na bagagem aquelas manhãs ensolaradas que não aproveitamos. E também as noites perfumadas à luz de velas em que você dormiu. Aquelas palavras duras que você gosta de dizer, guarde-as com você e não as profira pra mais ninguém, sob pena de acabar sozinho nesse mundão de meu Deus. Essa sua mania de deixar a gente sempre insegura ainda vai acabar te rendendo um belo par de chifres. Você perdeu a chance de viver o maior romance da sua vida. Você se perdeu de mim, tanto, que já não sei mais onde te encontrar por aqui nessas ruas infinitas e muito menos, principalmente, dentro de mim. Leve as suas amarguras pra bem longe. E quando sair bata a porta. E não olhe pra trás. Por favor, não olhe nunca mais pra trás.
18.2.10
Eu queria que fosse verdade
Eu queria que fosse verdade.
O sorriso de canto de boca quando ofereceu carona.
O olhar de quem busca aprovação, como quem esperou tanto pra criar coragem.
E oferecer carona. E me esperar lá em baixo na garagem. E abrir a porta do carro.
Dei um beijo no rosto e um abraço apertado. Sonhei tanto com esse dia! Todos os dias. Esperei como criança espera o bom velhinho. Foi meu melhor abraço. Ensaiado. Imaginado. Fantasiado. Eu te dei um beijo estalado e apertado, no rosto. E um abraço envolvente. E o cheiro. A sensação foi indescritível. O desejo, maior. E o tempo parou ali naquela hora. O seu olhar caiu no meu olhar. Ainda sinto seu cheiro. As minhas mãos, que ao passarem pela sua nuca, trouxeram esse perfume. Que é bom demais. Que se parece comigo. O beijo foi no rosto da sua alma. Desnuda. E simples, como eu sempre quis que fosse. O abraço foi pra dizer que estou apaixonada. Que não quero outra coisa. Que não quero outra pessoa. Que você é tudo que me basta. Eu queria que fosse verdade, tudo isso que eu sonhei esta noite.
Simplesmente azul, e queria que fosse tudo verdade.
9.2.10
Coletando
Coletando Clarice...
“Tudo acaba mas o que te escrevo continua.
O melhor está nas entrelinhas.”
“Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.”
“A palavra é o meu domínio sobre o mundo.”
“Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.”
“É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.”
“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.”
(Perto do Coração Selvagem)
(Perto do Coração Selvagem)
“Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar.”
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar.”
“Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...
Ou toca, ou não toca.”
Ou toca, ou não toca.”
“Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil.”
“Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras.
Sou irritável e firo facilmente.
Também sou muito calmo e perdôo logo.
Não esqueço nunca.
Mas há poucas coisas de que eu me lembre.”
Sou irritável e firo facilmente.
Também sou muito calmo e perdôo logo.
Não esqueço nunca.
Mas há poucas coisas de que eu me lembre.”
“Com todo perdão da palavra, eu sou um mistério para mim.”
“Terei toda a aparência de quem falhou, e só eu saberei se foi a falha necessária.”
(A paixão segundo G.H)
(A paixão segundo G.H)
“Sinto a falta dele como se me faltasse um dente na frente: excruciante.”
“O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós.”
“Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever.”
“Sou um coração batendo no mundo.”
“Fique de vez em quando só, senão será submergido. Até o amor excessivo pode submergir uma pessoa.”
"Sou uma filha da natureza:
quero pegar, sentir, tocar, ser.
E tudo isso já faz parte de um todo,
de um mistério.
Sou uma só... Sou um ser.
E deixo que você seja. Isso lhe assusta?
Creio que sim. Mas vale a pena.
Mesmo que doa. Dói só no começo."
quero pegar, sentir, tocar, ser.
E tudo isso já faz parte de um todo,
de um mistério.
Sou uma só... Sou um ser.
E deixo que você seja. Isso lhe assusta?
Creio que sim. Mas vale a pena.
Mesmo que doa. Dói só no começo."
“O amor é tão mais fatal do que eu havia pensado, o amor é tão mais inerente quanto a própria carência, e nós somos garantidos por uma necessidade que se renovará continuamente. O amor já está, está sempre. Falta apenas o golpe da graça - que se chama paixão.”
8.2.10
Tenho a chave... só resta querer abrir...
Minha Vida
Tem lugares que me lembram
Minha vida, por onde andei
As histórias, os caminhos
O destino que eu mudei...
Cenas do meu filme
Em branco e preto
Que o vento levou
E o tempo traz
Entre todos os amores
E amigos
De você me lembro mais...
Tem pessoas que a gente
Não esquece, nem se esquecer
O primeiro namorado
Uma estrela da TV
Personagens do meu livro
De memórias
Que um dia rasguei
Do meu cartaz
Entre todas as novelas
E romances
De você me lembro mais...
Desenhos que a vida vai fazendo
Desbotam alguns, uns ficam iguais
Entre corações que tenho tatuados
De você me lembro mais
De você, não esqueço jamais...
Rita Lee
2.2.10
27.1.10
E não é mais a mesma
Ela voltou diferente. Dos pés à cabeça, não é a mesma. A cor da pele pintou a alma de dourado. A praia fez bem, e ela não é mais a mesma. Dos olhos cor de mar, e às vezes de céu, o brilho tomou conta. E ela chora e ri, igual, mas não é mais a mesma. Do caminhar leve, pés descalços, sente o calor que vem do chão e o frio que vinha de dentro, ainda é frio, mas ela não é mais a mesma. Das mãos cansadas de tanto pedir, agora descansam sobre a própria cintura em pose de pop star, que também não é mais a mesma. Do olhar que entregava tudo, continua entregando, mas mesmo assim, não é mais a mesma. Daquele amor incorrigível ficou a certeza de ser mesmo incorrigível. Mas ela não é mais a mesma. E nem o amor...
Dos passos cansados de tanto seguir outros passos, parou, e agora não é mais a mesma. Do jeito expansivo de querer sempre mais, nada mudou, mas ela mudou. Daquela pressa muitas vezes incompreendida, agora é calma e não mais a mesma. Daquele tempo que não queria perder, não é mais a mesma e não pode perder. Daquela consciência de que a vida não pára, descobriu não parar mesmo, e nunca mais a mesma.
Da paciência firme e decidida, veio a sede irresistível e impossível de conter. Ninguém a conterá mais, porque apesar de ainda ser ela, a bela e amante incorrigível, ela não quer mais o que queria. Ela não é mais a mesma. Ela voltou diferente.
13.1.10
Mar aberto, areia fina e água salgada
Não tem nada melhor no mundo que uma noite bem dormida, um amor bem resolvido, e um lugar reservado pra pensar na vida. Não há nada que transforme tanto quanto uma conversa boa. Olhos falam mais que a boca. Mãos dizem mais que palavras. Atitude fala por si só. Do contrário, fica sempre a sensação de buraco aberto em carne viva no peito. Mar aberto, areia fina, água salgada. Receita perfeita pra curar de uma dor, de um medo ou desamor. Quem nunca teve um desamor? O amor é o amor, não há nada mais importante nessa vida.
7.1.10
Sobre o meu 2009
O ano passou rápido demais. Eu bem que queria ter atropelado certas coisas. E as roupas de meses atrás já não me servem mais. Perdi alguns quilos. Os amigos continuam os mesmos, graças a Deus. Falta um pai sorridente tomando cervejinha nos fins de tarde. Falta uma pedaço do meu coração também. Os móveis da sala, mudei de lugar. Meu coração também está mudado. Os cabelos estão mais claros. A pele está mais bonita e jovem. A academia me vê com freqüência. O pilates minha maior aquisição de 2009. Aprendi a comer direito. Chorei muito de fome de alma, de quentura. Virei profissional. Depois de tanto ônibus, chuva e estresse, agora só vou de carro. Tem sacada no meu apartamento. Tem plantinhas na sacada. Vi muito pouco meus amigos em 2009 e isso vai mudar em 2010. Briguei muito com minha mãe. Mas a amo em dobro. Comprei cama de casal. Meu chuveiro é incrível, e é a gás, por isso não queima a resistência todo mês. Aprendi a cuidar de crianças. Meus sobrinhos são lindos. Mais que lindos, são inteligentíssimos. A faxina no armário já fiz, mas 2009 continua imperando no meu quarto. Aprendi a dizer não pra quem merece. E sim pra quem faz por merecer o meu amor, a minha dedicação, a minha educação e coisas boas. O amor ficou às vezes à beira do precipício. E não caiu. Quase despencava, mas ficou. Hoje é água, límpida. Estou aprendendo a gostar menos. Em 2010 vou ser menos para chegar mais longe. Quem me conhece de verdade me entende. E assim, continuará entendendo. Em 2009 cumpri a minha parte do trato até o fim, e por isso, agora é hora de me desapegar um pouco. Só um pouco. Eu juro.
29.12.09
Saindo da bolha
Um murro na boca! Era isso. Era disso que ela precisava. Se falar não adiantava e relembrar causava enjôo, então era de um murro na boca que ela precisava. Bem dado e no meio da boca, molhada e sedenta de amor.
Quem sabe assim ela não sai dessa bolha que não diz nada com nada e também não atende o celular. Até o Papai Noel já esgotou os conselhos de bom velhinho. Os amigos então, nem se fale. Ela tenta, gesticula, e cansada ela pergunta mais uma vez: “O que se faz numa situação dessas, amiga? O que?”
A amiga responde: “Só goste menos amiga. Só dessa vez, goste menos.”
E essa é a lição que ela levou para o Ano novo...
GOSTE MENOS. BEM MENOS.
21.12.09
Eu fiquei maluca
"Num dia triste de chuva, foi minha irmã quem me chamou pra ver. Era um caminhão, era um caminhão
carregado de botão de rosas. Eu fiquei maluca, por flor tenho loucura. Eu fiquei maluca. Saí. Quando voltei molhada,
com mais de dúzias de botão, botei botão na sala, na mesa, na TV, no sofá, na cama, no quarto, no chão, na penteadeira, na cozinha, na geladeira, na varanda e na janela. Era grande o barulho da chuva. Da chuva e eu fiquei maluca. Eu fiquei maluca."
carregado de botão de rosas. Eu fiquei maluca, por flor tenho loucura. Eu fiquei maluca. Saí. Quando voltei molhada,
com mais de dúzias de botão, botei botão na sala, na mesa, na TV, no sofá, na cama, no quarto, no chão, na penteadeira, na cozinha, na geladeira, na varanda e na janela. Era grande o barulho da chuva. Da chuva e eu fiquei maluca. Eu fiquei maluca."
Cássia Eller
11.12.09
Bons tempos aqueles...
Bons tempos aqueles.
A gente acordava com a casa em festa, cheia de gente, de alegria. Tinha o sorriso estampado na gente. E o brilho irradiava pela cidade toda. Era a casa mais visitada da cidadezinha. Todo mundo de bem passava por lá. Entravam trazendo uma grande saudade e saiam levando o coração cheio de alegria, carinho e esperança.
Tempos bons aqueles. Tempos bons.
7.12.09
Amiga de verdade
"...a distância beira à crueldade." M.A.S. Antonialli.
em conversa com um amiga muito querida que sente saudade tanto quanto eu.
4.12.09
Espatifada no chão
Ainda encontro um livro que explique o por quê da gente sonhar aquilo que não é pra sonhar. Não é pra sonhar. E daí? Quem inventou esse negócio de sonhar só podia ser ruim da cabeça. Mas pra que a revolta? Sonhar é bom? É bom nada filha de Deus! Só deixa a gente mais biruta. Depois do sonho incrível a gente acorda e é como se tivéssemos caído de um escada bemmmmmmmm alta. Agora estou eu aqui, espatifada no chão! Sem sonho, sem beijo, sem nada!
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