9.6.09

Normalidades diferenciais

Como a gente sabe que está vivendo um dia normal?
Podemos pensar que um dia normal é aquele em que os acontecimentos não saem da rotina, nada dá errado e voltamos para casa em segurança ao fim da maratona.
Aliás, o que é “normal”?
O que é normal para mim pode não ser normal pra você. Normalmente as pessoas se estranham por este motivo. Um não se entende na normalidade que o outro elegeu pra si. Se espantam com suas normalidades antagônicas.
Incrível isso, como uma coisa pode parecer tão óbvia pra você e ao mesmo tempo parecer tão incoerente pra outra pessoa?
Normalidades diferenciais.
Ainda bem, né! Já pensou se todo mundo concordasse em tudo, sempre!? Deus nos livre de um futuro assim. Viveríamos num completo tédio no trabalho, em casa, na rua, no trânsito.
Cada ser é feito de tudo que viveu, do momento em que nasceu até um segundo atrás. É impossível querer conhecer e compreender alguém sem que saibamos da sua vida. Eu sei que as pessoas tentam se relacionar sem fazer esta lição de casa, mas eu não boto fé.
A gente precisa saber onde está pisando pra literalmente não pisar naquele calo aberto que a pessoa carrega desde a adolescência.
Precisamos saber os traumas, inseguranças e alegrias que a pessoa viveu se quisermos falar e ser bem compreendidos, se quisermos amar e ser bem aceitos.
Não há uma fórmula para isso. Não tem curso de especialização. Não tem senha.
A única maneira de se conseguir é abrindo o coração pra ouvir e pra falar, sempre, a qualquer momento, para um eterno conhecer.

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