
A saudade às vezes tira os pés da gente do chão.
É uma vontade que vem sorrateira, cria forma e de um jeito envolvente vai levando e levando e levando a cabeça da gente.
É uma saudade de anos de espera. É uma saudade menina que cresceu. É uma saudade adolescente revoltada que nada faz conter. É também uma saudade adulta de quem sabe muito bem quem quer.
É saudade que aparece e desaparece. Vai e vem. Estações do ano.
E quantos anos...
Ora menina, ora mulher. É de loucura e de lucidez. É de paixão. De solidão.
É saudade do destino que uniu e alguém separou.
Essa saudade que um dia te mata! Essa saudade que não escapa.
É sim, a saudade mais bonita, do amor mais bonito que alguém já sonhou...
É sim, saudade daquele tempo sem maldade.
É sim, saudade, simplesmente.
É sim.
Saudade.
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